sábado, 3 de maio de 2014

Chuva da Madrugada.

Ouço ela lá fora batendo na janela querendo entrar, dançando pelo vidro, fazendo seu próprio caminho, desviando de obstáculos recônditos para quem não compartilha de seu ponto de vista. Ela que te consola, te abraça, te conforta em seu peito, mãe confidente de lamúrias e injúrias que, acompanhada à chama da lareira, brasa em cólera, te convida para saborear, lisonjear, o doce da madrugada. Ela, que não é ciumenta, chuva que acolhe e acalenta até mesmo quantas almas, inquietas e sedentas, queiram dessa orgia desfrutar. Não cobra, não te acorda, apenas junta suas coisas e vai embora, deixando para trás as lembranças de uma noite incrível, inesquecível, para outro dia retornar.

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