quinta-feira, 21 de agosto de 2014
O Pântano.
- Senhor, hoje eu comecei a pensar em coisas que aconteceram comigo nesses últimos dias e nas pessoas que conheci. A verdade é que sempre fico com medo de cometer os mesmos erros de pessoas que conheço...
- Garoto... Sente-se aqui e observe bem essa floresta que está a sua frente, nela existe um pântano.
- Eu sei, mas o que isso tem a ver com o que eu acabei de dizer? Quer saber, esquece... Vamos entrar, está muito frio aqui fora.
- Espere um minuto e me responda: Caso você se perdesse no pântano por anos, como faria para sobreviver nessa escuridão?
- Eu levaria uma lanterna comigo, senhor.
- Ela um dia vai falhar, você sabe, não é?
- Sim, mas eu não sei... Com o tempo eu me acostumaria, eu acho, e saberia o que fazer.
- Deixe-me dizer uma coisa, a vida é como um pântano, cheio de mistérios, perigos e desafios, e lá estamos, com uma lanterna iluminando o caminho. Chegará uma hora em que ela vai falhar, esse apoio vai deixar de existir, vamos ter que lidar sozinhos com o que está a frente, procurando por troncos para agarrar e nos tirar de toda lama e buraco que ficarmos presos.
- Ainda não consigo entender...
- O que eu quero dizer com essa comparação é simples: Não temos como escapar desses desafios, por mais que nos digam por qual caminho seguir. Apenas vamos aprender onde devemos pisar, após experimentar cada situação. Você vai absorver isso com a experiência e assim com o tempo vai perceber, sem o auxílio da lanterna, onde é que deve pisar ou não. Agora vamos entrar, realmente está muito frio.
- Senhor, espera! Mas como vou saber quando a minha lanterna falhou?
- Quando você cometer o seu primeiro erro.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Decisões
G R
Nesse mar de escolhas
Em
que hoje eu atravesso
C
com medo de afundar
G R
Procuro um modo sorrir
Em
tentar emergir
C
E não me entregar
C#m Bm
Será que um dia vou aprender
Que o que acontece
Bm
é pra valer
C#m Bm
Será que um dia vou aprender
Que devo ser forte
Bm
E não estremecer
F Fm
Não quero deixar para depois
E
O que tiver que ser feito, pois
Am
Tenho medo de fraquejar
F Fm
Preciso de um conselho ou dois
E
Um copo de vinho, pois
Am
Tenho decisões a tomar...
domingo, 3 de agosto de 2014
A sina do Bardo
dançando dedos pelo alaúde
sigo solitário sem destino
para o meu próprio deleito
Brinco com as palavras
histórias não contadas
presente em versos compilados
nas curtas canções desse bardo
Mal vestido, maltratado
Porém meu único defeito
sigo solitário sem destino
para o meu próprio deleito
Sentado frente à fogueira
sob noite passageira
a bela canção ali estala
nessa dança de verso e brasa
Então lhe digo, meu amigo, aqui o bardo se encontra
com sua música e melodia, atravessando a noite fria
para noutro dia após descanso
seguir rumo à folia
E na cidade mais próxima ao chegar
em uma taverna úmida se sentar
ao som de canecos se batendo
mais uma poesia recitar
Essa é minha sina, minha glória
Um jovem contador de histórias
presente em versos compilados
nas curtas canções desse bardo.
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