Hoje pela manhã sentado no sofá acompanhado daquela mesma sensação que me fizera compor uma canção, amando da introdução ao refrão, o seu jeito de me olhar. Rabiscar em uma folha amassada, seu sorriso, sua risada, doce e exagerada, me faz lembrar de sua presença, calma e intensa, que todo dia me pego a recordar. E na madrugada sem seu calor acordar, aquela chama que distorce a realidade com um tempero de suavidade, naquele ímpeto de liberdade, de na cama sua pele saborear. Sua falta é grande, anos de saudade desde aquela fatalidade, que me corrói a alma com a ansiedade, de te ter aqui presente, para mais um dia sorridente, cair em teus braços e no teu corpo me deitar.

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